Carlos Neder

 
 

Mulheres brasileiras avançam nos espaços públicos e privados

A pesquisa “Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado” - disponível para download na parte inferior desta página -, realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc, serviu de base para um debate, realizado no último dia 28/08, no escritório político do vereador Carlos Neder.

A idéia de promover o evento entre o grupo que apóia Neder surgiu de pesquisa de opinião com a base do mandato.  A partir das sugestões coletadas, o coletivo de início a um ciclo de palestras e de formação política, do qual a discussão sobre mulheres foi a segunda da série.

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Na  evento  sobre mulheres, conduzida pelo sociólogo Gustavo Venturi, coordenador do pesquisa, dezenas de pessoas, de ambos os sexos, se reuniram no escritório político de Neder, na região central de São Paulo. Quem não pode comparecer teve a oportunidade de assistir a apresentação em tempo real, pela internet.

Venturi ressaltou avanços importantes que a pesquisa captou em sua série história. Entre o primeiro  levantamento, produzido pela Fundação Perseu Abramo  em 2001, e o trabalho mais atual, de 2010, registram-se mudanças significativas. Nesse período, aumentou de 21% para 31% o número de brasileiras que se considera feministas.

Alguns outros pontos merecem registro, como na pergunta se “nas decisões importantes é justo que o homem tenha a última palavra”, na qual 23% concordaram, contra 30% que concordavam em 2001. “Em um casal é importante que o homem tenha mais experiência sexual que a mulher”, recebeu resposta afirmativa de 24% das mulheres – 38% em 2001. Já o item “a mulher casada deve satisfazer sexualmente o marido mesmo quando não tem vontade” foi opção para 15% delas , ante 24%, em 2001.

Outros dados, contudo, sugerem preocupação, apontou Venturi. Nos casos de violência doméstica, por exemplo, 10% declararam ter sido vítimas em 2001, percentual semelhante aos 11% do levantamento atual. “Equivale a cinco brasileiras espancadas a cada dois minutos , que ainda é um quadro extremamente grave”, afirmou Venturi.

Ao longo do debate, um dos pontos levantados pelo público teve relação com a forma que a mulher é retratada nos meios de comunicação, em peças publicitárias ou programas humorísticos, nos quais predominam estereótipos sexistas que destinam às mulheres papel de objeto sexual.  Venturi levantou a necessidade de discutir o controle social sobre os meios de comunicação e frisou que já existem instrumentos de auto-regulação, que podem e devem ser provocados pela sociedade. Curiosamente, poucos dias após o debate, aflorou na mídia polêmica sobre uma propaganda de lingerie com conteúdo machista, estrelada pela modelo Gisele Bundchen.

Leia um pouco mais sobre o assunto no Blog Carlos Neder.


Material de apoio

PDF   Mulheres brasileiras nos espaços público e privado
Pesquisa da Fundação Perseu Abramo e Sesc

» Pesquisa sobre mulheres


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